Curitiba, 31 de Julho de 2017.
15:58
A Deputada Renata Bueno esteve hoje em missão oficial com colegas parlamentares na ilha de Lampedusa (Sicília), para tratar da questão dos refugiados, importantíssima para toda a União Europeia. A ilha de Lampedusa pertence ao arquipélago das Ilhas Pelágias, no Mar Mediterrâneo, tem cerca de 6500 habitantes e uma área de 20,2 km². Administrativamente pertence ao comune de Lampedusa e Linosa (província de Agrigento). A população dedica-se fundamentalmente à agricultura e à pesca.
A Deputada Renata Bueno esteve hoje em missão oficial com colegas parlamentares na ilha de Lampedusa (Sicília), para tratar da questão dos refugiados, importantíssima para toda a União Europeia.
A ilha de Lampedusa pertence ao arquipélago das Ilhas Pelágias, no Mar Mediterrâneo, tem cerca de 6500 habitantes e uma área de 20,2 km². Administrativamente pertence ao comune de Lampedusa e Linosa (província de Agrigento). A população dedica-se fundamentalmente à agricultura e à pesca.
É frequentemente local de desembarque de imigrantes clandestinos vindos do norte de África. Todos os meses, centenas de imigrantes desembarcam na ilha italiana que, de paraíso turístico, passou a ser foco de crise humanitária. Lampedusa é hoje um ponto importante para os imigrantes ilegais, principalmente os vindos da África e das regiões de conflitos, em busca de uma vida melhor na Europa. Apesar de pertencer à Europa, a ilha geograficamente está mais próxima da África, por este motivo tornou-se uma espécie de “ponte” entre os dois continentes.
A missão começou na prefeitura de Lampedusa e Linosa, com o prefeito Salvatore Martello, vereadores e assistentes; além da deputada Renata Bueno, estavam presentes os colegas parlamentares Angelo Capodicasa, Filippo Fossati, Tea Albini, Arcangelo Sannicandro e Franco Bordo. Em seguida foram até o “centro di accoglienza”, responsável pelo acolhimento dos imigrantes, que tem o apoio da Croce Rossa. Ao chegar lá, os refugiados são identificados e registrados pela polícia científica, fazem novos documentos (pois chegam sem identificação nenhuma), recebem atendimento médico e proteção civil, depois são inseridos em um programa para serem encaminhados a outras localidades no território europeu. A comissão oficial foi recebida pelo Dr. Pietro Bartolo, que participou do premiado documentário “Fuocoammare”, de Franco Rossi, sobre a questão dos refugiados, e pelo Dr. Castelli, diretor do Centro de Acolhimento. A Deputada também conversou com as psicólogas do local, onde soube dos relatos de escravidão e tortura. As pessoas são tratadas como animais e vendidas como mercadorias. Na primeira oportunidade, fogem e muitas vezes entram no mar em pequenas embarcações sem saber nem mesmo para onde estão indo. Nestes barcos, ainda são explorados pelos proprietários das embarcações clandestinas e precárias que levam todo o pouco que lhes resta. Muitos chegam à Itália sem ter ideia de onde estão...
O Centro de Acolhimento também conta com o apoio da agência Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas), programa da União Europeia que presta assistência aos países do bloco na correta aplicação das normas comunitárias em matéria de controlos nas fronteiras externas.